Peça de teatro: Gasparzinho e seu amigo perdido!
EDUCAÇÃO INFANTIL –
ENSINO FUNDAMENTAL – ENSINO MÉDIO
Aut. de Funcionamento conf. DEL/CEE/MS nº
10.528 de 12/11/14 – CNPJ:13.617.157/0001-02
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79970-000 Fone (67) 3473-1017
Plano
de Aula
Professor(a): Joana Santina Juvenal
Ferreira
Município: Eldorado
Unidade Escolar: CENTRO
EDUCACIONAL AVANTE
Ano/Fase/Modulo: 1º Ano E.M
Período: 1º
Bimestre
Disciplina: Arte
Turno: Matutino
Turmas: 1º Ano E.M
Data: 12/04/2016
Tarefa: Teatro apresentar dia 15/04/2016
Comédia: A comédia faz uso das situações do cotidiano para minimizar o
drama humano e apontar saídas inusitadas.
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O que vem à
cabeça ao lerem essa palavra?
·
O que que é necessário para uma peça de teatro acontecer?
·
Como uma peça de teatro é montada?
·
Como os atores sabem o que têm que dizer e a hora
certa de fazê-lo?
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Fantasma Camarada (Original Hellen
Louise Miller)
Peça: Um Fantasma Camarada
Personagem (1)
PAI (ao telefone): - Mas se eu
já lhe disse mil vezes que temos procurando casa sim. Parece que não existem
casas para alugar ou vende nessa cidade. (Pausa) Já sei que a lei lhe faculta
como proprietário, o direito de ocupar a casa em seis meses. Mas o que posso
fazer? Seja razoável. Se ao menos você nos vendesse a casa. (Pausa) Está bem,
está bem. Já sei que falamos nesse assunto, mas às vezes mesmo um homem tão
decidido como você pode mudar de ideia. Escute Souza porque você não passa
aqui logo mais para conversarmos pessoalmente? (Pausa) Então está resolvido.
Estaremos a sua espera. (Pausa) Sim, creio que veremos sua filha antes disso.
Até logo, o Sr é um homem muito bondoso. (Desliga) Velho safado com tantas
casas tem que tomar logo a nossa?
PERSONAGEM (2) - (Entrando) – olá
papai, que tal? Estou irreconhecível?
Personagem (1)
PAI (olhando de cima a baixo) -Sinceramente
eu não te conheço. Pra que uma roupa tão... Extravagante?
PERSONAGEM (2) Eu e
Margô vamos a um baile de máscaras. Ela vai trazer minha fantasia logo mais.
Um Fantasma Camarada
Personagem (1) PAI- Ela virá com
certeza com o pai dela. Aquele mão de vaca insisti que nos mudemos logo
expirar o prazo.
Um Fantasma Camarada
Personagem (2)
- Não sei como aquele velho ranzinza
conseguiu ter uma filha tão boazinha como a Margarida. E por que não vende
logo esse “barraco”, e acaba duma vez com toda essa história?
Personagem (1) PAI- Não adianta
discutir comigo. A culpa é
Personagem ( 3 )Lucas (Entra
interrompendo a cena)- De Gerciane.
Personagem (1)PAI - Também. Mas você
ta na peça errada viu (empurra ele para fora) Cai fora que aqui é sério.
Personagem (2) O que ia dizendo
papai?
Personagem (1) PAI- Que a culpa é do
Souza. Você imaginou o trabalho que teremos para mudar daqui com todo esse
lixo? Mesmo se conseguirmos a casa por milagre?
Personagem (2) - Sim, se mamãe
continuar ganhando todos os concursos do rádio e da TV teremos que nos mudar
para um museu.
Personagem (1) PAI- Aqui já é um.
Daria para ter uma aula de história por aqui. Do meu lado esquerdo é possível
ver o primeiro armário do mundo.
Personagem (2) ROBERTO- E este
armário?
Personagem (1) PAI- Sua mãe comprou
ontem.
Personagem (2) ROBERTO- Comprou?
(Olhando para o armário) Parece mais a caixa de papelão de uma geladeira.
Quanto ela gastou nisso?
Personagem (1) PAI- Sinceramente nem
sei nem quero saber. Será que essa habilidade dela poderia ser revertida para
ganhar uma casa?
Personagem (2) ROBERTO- Eu me
contentaria com um reboque. Mas onde está a minha mãezinha? Gostaria que ela
chegasse logo. Tá na hora do rango velho.
Personagem (1) PAI (irritado) – Do
que você me chamou, seu moleque eu vou te matar. (Pula para cima do filho o
esganando enquanto a senhora MEIRELLES entra bonita e energética)
Personagem (4) MÃE- Jorge larga ele,
isso são as novas gírias do momento.
Personagem (1) PAI- Também ele não
explica direito.
Personagem (4) MÃE- Aguentem um
pouco porque a comida está quase pronta.
Personagem (2) ROBERTO- O que vai
ser?
Personagem (4) MÃE- Miojo.
Personagem (2) ROBERTO (cara de
nojo) - Era melhor ter ficado calado. Bem mamãe chegou uma carta pra senhora.
Personagem (2) (ROBERTO entrega a
carta para MÃE que grita sem parar)
Personagem (1) PAI- Porque isso
tudo.
Personagem (4) Mãe- Estão tentando
se diverti as minhas custas. Leia a carta.
(Senhora MEIRELLES passa carta ao pai)
Personagem (1) PAI- Nós da Sociedade
Sobrenatural Americana temos o prazer de informar que a sua redação “porque
não acredito em fantasmas” Ganhou o concurso. A senhora ganhará um fantasma.
Personagem (2) ROBERTO- Essa agora.
No meu quarto ele não dorme.(PAI bate com o jornal na cabeça do filho) Ai!
Personagem (1) PAI- Isso não existe
garoto. Agora vamos almoçar sim, porque estou faminto.
Personagem (4) MÂE- Pelo menos o seu
pai tem juízo Roberto, acreditar em fantasmas. (Ela dá uma tapa na cabeça de
ROBERTO)
Personagem (2) ROBERTO- Ai!
Personagem (4) MÃE- Sinceramente,
você puxou a família do seu pai.
Personagem (1) PAI- Pelo menos não é
meu irmão que pensa que é um papagaio.
Personagem (4) MÃE- Não começa,
senão você vai ver como ganhei o campeonato de boxe de setenta e seis. (Mãe
dá vários socos no ar.)
Personagem (1) PAI- Ok, essa é uma
história muito interessante que deveria entrar na aula de ciências da sétima
série.
Personagem (4) MÃE- Por quê?
Personagem (1) PAI- Por que é a aula
que todo mundo dorme. (Todos acenam positivamente, quando estão saindo)
Espere um pouco Emília. Você vai deixar esse armário ai?
Personagem (4) MÃE- É mesmo eu nem
tinha reparado. Nós vamos levá-lo para cima depois do almoço.
Personagem (2) ROBERTO- Isto
significa que este burro de carga vai leva para cima depois do almoço.
Personagem (4) MÃE- Esperem um
pouco. O armário que eu comprei foi desmontável.
Personagem (1) PAI- Podemos guardar
nele um monte de trastes para a mudança.
Personagem (4) MÃE- Mudança? Aquele
velho pão duro do Souza não quer vender essa casa? (Experimenta o armário)
Ele é lindo. Vejam como as portas se abrem facilmente. (Abre a porta e
aparece o fantasma) (Está vestido com uma capa branca bem grande e uma máscara)
TODOS (gritando alto) - AH!
Personagem (5) FANTASMA (Tirando a máscara
e a capa) - |Como eu gostava de usar isso. O Drácula morria de medo na
reunião dos monstros.
Personagem (2) ROBERTO- Drácula?
FANTASMA –(5) Sim ele era casado com
uma sobrinha minha. Éramos amigos. (Ele olha para a mãe) Meu nome é Gaspar
Zinho. Brincadeira. Chamo-me Espeque. Dona Emília na se assuste, não preciso
explicar minha presença (Mostra a carta e anda carregando uma mala) Vejo que
foram avisados da minha presença embora sempre cause esse efeito nas pessoas.
(Ele fecha a boca do Pai) Onde poderei deixar minha mala.
Personagem (1) PAI (gaguejando) –
Você veio para ficar?
Personagem (5) FANTASMA –
Naturalmente. Mas não se preocupe um sótão para mim já é o bastante.
Personagem (2) ROBERTO- Que roupa é
essa espeque? Parece enfermeiro.
Personagem (5) FANTASMA- É que eu
gosto de me vestir assim, é bem legal. Irei para o sótão guardar minha
sonoplastia.
Personagem (4) MÂE- Sonoplastia?
Personagem (5) FANTASMA- Sim, meus
efeitos de som, ranger de correntes, uivos e etc. Tenho certeza que nos
daremos bem e podemos nos ajudar mutuamente.
Personagem (1 PAI- Nos ajudar?
Personagem (5) FANTASMA- Espere e
verá. Agora Roberto mostre-me o caminho.
Personagem (2) (Roberto e Espeque
saem da sala, o pai e a mãe se sentam)
Personagem (1) PAI- Hum, isso me dá
uma idéia.
Personagem (4) MÃE- Que idéia?
Personagem (1) PAI- Podemos usar
Espeque para assustar o Souza, para o Souza vender a casa.
Personagem (4) MÃE – O que um
fantasma come?
Personagem (1) PAI- Não faço idéia.
Personagem (4) MÃE- Quando o Souza
vai vim?
Personagem (1) PAI- A noite, por
quê?
Personagem (4) MÃE- Isso é teatro,
daqui a dez segundos é de noite. (As luzes apagam e acendem de novo)
Personagem (1) PAI- É bem eficaz.
(Batida na porta) Eu atendo. (A porta se abre e o senhor Souza entra com sua
filha e seu filho) Souza a quanto tempo.
Personagem (6) SOUZA – Não sei dois
dias.
Personagem (7) LUCAS – Tecnicamente,
vocês nunca se encontraram nessa peça.
Personagem (6) SOUZA- me desculpe
esse é meu filho Lucas, ele é mudo.
Personagem (7) LUCAS- Olá.
Personagem (1) PAI- Tudo bem, que
mudo é esse que fala?
Personagem (6) SOUZA- É que ele é o
mudo com um problema. Ele fala. Bom se lembra da Margarida.
Personagem (1) PAI- Oi Margarida.
Personagem (8) MARGARIDA- Oi, cadê o
Roberto.
Personagem (1) PAI- Ele está no
banheiro.
Personagem (8) MARGARIDA- Eu trouxe
a fantasia dele.
Personagem (1) ROBERTO- Oi senhor
Souza, e Tchau Pai.
Personagem (1) PAI- Tchau mocinho e
comporte-se.
Personagem (2) ROBERTO- Eu prometo
que eu não vou me comportar.
Personagem (2 ) ( ROBERTO SAI COM
MARGARIDA MAIS VOLTA)
Personagem (8) MARGARIDA- Papai
venda a casa, por favor, e não seja ranzinza.
Personagem (6) SOUZA- Também te amo.
Personagem (2) (ROBERTO E MARGARIDA
SAEM)
Personagem (1) PAI- Entre, iremos
jantar.
Personagem (6) SOUZA- Obrigado, mas
vim aqui para dizer que vão se mudar quando expirar o prazo e não mudarei de
idéia.
Personagem (7) LUCAS- E tenho dito.
(O pai o encara furiosamente) Mas sou mudo e vou ficar calado.
Personagem (9) (DENISE desce)
Personagem (4) MÃE DENISE- Oi Lucas
não te vejo desde a festa da semana passada. Você cantou demais.
Personagem (7) LUCAS- Foi demais,
quer dizer se eu tivesse ido e se eu soubesse falar ficaria calado agora.
Personagem (6) SOUZA- Acho muito
bom.
Personagem (4) MÃE- Sinceramente
como esse mudo fala?
Personagem (1) PAI- Não quer mesmo
jantar Souza?
Personagem (6) (Souza senta na
cadeira)
Personagem (6) SOUZA- Não quero
jantar. Quero que se mude. (O filho concorda positivamente)
Personagem (9) DENISE- Por que não
nos vende essa casa afinal?
Personagem (6) SOUZA- Não sei, não
achei o resto da peça na web. O mais importante é que não vou vender a casa
nem se um fantasma pedisse.
Personagem (5) FANTASMA (Bem atrás
de SOUZA) – Que interessante, porque vim aqui pedir que o senhor venda a
casa.
Personagem (6) SOUZA (Gritando e
correndo) – Um fantasma socorro! (Ele pega o telefone) É da Polícia tem um
fantasma aqui. (Pausa) Como assim “ligue para o caça fantasma”? (Pausa) Não o
fantasma não cometeu nenhum crime. (Pausa) Não vão prendê-lo? (Pausa) Passar
mal (desligando) A polícia brasileira é uma droga. Onde estava?
Personagem (5) FANTASMA- Estava
correndo e gritando.
Personagem (6) SOUZA- Era isso
mesmo. Obrigado. (E sai correndo)
Personagem (5) FANTASMA- Esperem um
segundo que eu trago o pedido de venda da casa.
( E sai
correndo)
Personagem (1) PAI- Olha, cada
segundo que se passa isso fica mais louco.
(Fantasma volta com papel assinado)
Personagem (5) FANTASMA- Jorge ele
vendeu a casa, o que temos para jantar.
Personagem (4) MÃE - Não preparei
nada para você não sei o que um fantasma come.
Personagem (5) FANTASMA- Eu como
pizza.
Personagem (4) MÃE - Pizza faz mal,
vai comer verdura. (Fantasma tenta assustar a mãe urrando) Nem venha mocinho,
você tomou banho? (Vão saindo) Vá lavar as mãos e escovar esses dentes.
Personagem (9) DENISE- É a vida.
Cada minuto uma loucura a mais, pai podemos comer pizza?
Personagem (1) PAI- Você tem
dinheiro pra comprar uma pizza?
Personagem (7) LUCAS - Aqui não é
todo mundo odeia o Chris, Julius.
Personagem (1) PAI- CALADO.
Personagem (7) LUCAS saem com DENISE
e o PAI saem logo atrás)
Personagem (1) PAI- Essa foi a nossa
peça.
(Fecha a porta).
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Sugestões: Pode ser somente um grupo a peça contem 9
integrantes ou fica a escolha do aluno, podendo o mesmo demostrar e
apresentar sua própria peça de acordo com a apostila.
Prof.ª
Joana Arte
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Eu vou tentar fazer em casa porque na escola não da
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